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Transformers 3 – Dark of the Moon

UARÉVIEW
por Zenon

Antes de começar com o review vamos deixar uma coisa bem clara: se você pretende assistir ao 3º filme da franquia Transformers, desligue o seu cérebro e guarde-o por algumas horas na lixeira da entrada da sala de cinema (tudo bem que 90% do pessoal daqui já vive 24 horas com o cérebro em stand by, então não vai ser tão difícil assim, né, ;D ), afinal estamos falando de um filme onde alienígenas robôs gigantes que se transformam em veículo invadem a Terra.

É difícil comparar Transformers com qualquer outro filme de ação, já que não existem tantos blockbusters com temáticas robóticas por aí. Tipo, atualmente temos um porrilhão de filmes de super-heróis, logo, esse acaba virando um gênero de filme que pode ser comparado entre si. Por isso vamos usar como critério de comparação os dois primeiros filmes de Michael Bay com os robôs gigantes.

Logo de cara eu adianto que esse é o melhor filme da trilogia. Sim, todas as “Bayzisses” estão lá: explosões a cada cinco segundos, perseguições em alta velocidade e cidades sendo destroçadas, MAS – ênfase no “mas” – o diretor ousou um pouco mais dessa vez. Mais pra frente explico por que. Primeiros vamos à trama.

A primeira cena nos leva para 1961, 8 anos antes do primeiro homem chegar à lua. A NASA identifica uma movimentação na atmosfera e recebe uma notificação sobre um grande impacto em solo lunar. Daí, passam-se 8 anos até os americanos conseguirem mandar Neil Armstrong (não confundir com o trompetista Louis Armstrong) e o outro astronauta que ninguém lembra o nome até a lua. A missão deles era muito maior que esfregar na fuça dos russos a pegada do Armstrong em solo lunar. Na verdade eles foram enviados para estudar o que Papai do Céu havia jogado na lua, e qual não foi a surpresa dos astronautas quando se depararam com uma enorme nave espacial desabitada.

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Depois disso eu tive que sair da sala de cinema porque a “sensacional” mocinha do Burger King esqueceu de colocar meu refri pra viagem, mas me disseram que não perdi nada importante.
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“ Mas e a porra dos robôs gigantes?” talvez um impaciente leitor questione. Bom, os Autobots agora vivem felizes, contentes e saltitantes entre os humanos fazendo trabalhos para a inteligência americana. Enquanto isso, Sam Witwick (Shia LeBeouf) está naquela conhecida labuta de quem acabou de sair da faculdade. Pobre, com um carro velho e procurando uma vaga no mercado de trabalho enquanto ferve a cuca com sua bela namorada Carly (Rosie Huntington-Whiteley) que está trabalhando pra um multimilionário galanteador que coleciona carros (entendeu a ironia do destino?).

 É justamente depois de um ataque mortal de um Decepticon que Sam percebe mais uma vez que os robôs “do mal” planejam invadir e Terra e blá, blá, blá… o resto cês já sabem.

 Muita gente (principalmente da ala masculina) reclamou quando Michael Bay deu um pé na bunda da Megan Fox depois que ela comparou o ex-chefinho a Hitler. Disseram que essa era a única coisa boa no filme, que sem ela o filme perderia metade da graça e mimimimi…
Quer saber? Não fez falta nenhuma! Convenhamos, vamos lembrar qual era o papel de Megan Fox nos dois primeiros filmes:

Acho que na descrição de personagem que deram pra ela estava escrito: “ Apenas seja gostosa. “
Isso é ruim pra cuecada? De forma alguma! Mas parece que Michael Bay fez questão de esfregar na cara da morena que a personagem dela poderia ter sido muito mais útil na trama e eu explico o motivo.
Primeiro que Rosie Huntington-Whiteley não perde em nada em beleza pra Megan Fox. E segundo porque a personagem da loira teve uma participação MUITO mais relevante que a moçoila teve nos dois primeiros filmes inteiros.

Eis a substituta.

 Aliás, os homens hão de concordar comigo que essa troca só favoreceu ao Shia LeBeouf, né?! A mãe de Sam até faz uma piada relacionada a isso. Em determinada cena, ele briga com a namorada e vai pedir conselho aos pais e a mãe relembra que ele já perdeu uma linda garota antes e que se perder mais essa dificilmente vai conseguir outra, a não ser que ele seja bem dotado. 😛

Bom, lembram da nave espacial que havia caído na lua? Pois é, os Autobots vão até lá e descobrem que aquele é um módulo que conseguiu fugir de Cybertron logo que eles perderam a guerra, e dentro desse módulo há um outro Autobot conhecido como Sentinel que era um dos pica-grossa antes do Optimus. Junto com ele vem também a verdadeira intenção de Megatron, que retorna a Terra (mesmo que meio capenga) com o objetivo de anexar o planeta devastado dos robôs à Terra e transformar os humanos em escravZzZzZzZzZzZz…
Lógico que isso não agrada a patotinha do Optimus que se afeiçoou aos humanos e é por isso que rola a treta.


E é nessa treta que o filme fica mais bacana. Por um curto período de tempo os Decepticons aparentemente dominam o mundo e começam a escrotizar geral, matando uma porrada de gente… mas… peraí! Eles queriam escravizar os humanos, mas daí começam a matar geral? Pois é, José! Também pensei nisso.

Enfim, o nível de violência nesse filme é bem maior que nos outros, já que por diversas vezes aparecem cenas de pessoas mortas e literalmente explodindo na tela com os canhões lasers dos robôs “du mal” com direito a ossinhos caindo no chão. A porradaria entre os robôs também é melhor que nos outros filmes onde tudo era muito confuso, além de terem trocado o óleo preto que jorrava dos robôs desmembrados por óleo vermelho muito próximo do aspecto de sangue. Claro que as piadas ainda estão lá, mas um pouco mais inteligentes e sem nenhum robô com bolas penduradas entre as pernas.

Aliás, algumas cenas até me surpreenderam.

ATENÇÃO! A descrição a seguir pode ter spoiler. Selecione o texto para lê-lo.

Por exemplo: tem uma cena que a Carly fica frente a frente com o Megatron e daí o Megatron diz que o Sentinel – que é um traidor dos Autobots e que está pouco se fodendo pra raça humana – está apenas preparando o terreno pra ele, e que o Sentinel é seu maior trunfo e tal. Daí a moçoila olha pra ele e solta uma frase do tipo: “ Você não percebe que no final você só vai ser a PUTA dele? “

O_O eitcha! Lógico que na legenda saiu algo do tipo “ Você vai ser o feio, bobo e cara de melão dele”, mas beleza.

O legal também é que nesse filme os humanos servem pra mais coisas além de ser esculachados. A convivência dos humanos com os robôs permitiu que os humanos tivessem uma relevância maior se tratando em táticas de guerra que fazem diferença na hora de destruir alguins inimigos ao invés de serem os homenzinhos que serão pisoteados.

Então, se você pretende assistir Transformers 3 já saiba que você, basicamente, assistirá mais do mesmo, mas com algumas melhorias em relação aos anteriores.

Nota: 5,5

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