V

Imagine um belo dia você indo trabalhar e dá de cara com uma enorme espaçonave no céu de sua cidade. E surpreendentemente, os ocupantes da espaçonave alegam ter vindo em paz. Qual seria sua reação?


Esse é o tema de V, série criada pelos mesmos cabeças por trás da já finada, porem excelente, The 4400.

Algum tempo atras, nosso amigo Rafael Rodrigues fez um pequeno preview sobre a série. Pois bem, depois da estreia, assisti os 4 primeiros episódios e, cara, realmente. Eu achei massa bagaraio.

Pra começar, V é um remake de uma série produzida em 1.983, e exibida aqui nas terras tupiniquins pela emissora do seu Silvio – aliás, um brinde ao Lombardi – e cara, pelo pouco que eu me lembro, me fazia ter aliterações intestinais de medo. Trash extreme, eu sequer me lembro direito da estória, mas era de arrepiar os cabelos. Claro que se for assistir hoje, provavelmente será tosquissimo.


E por isso mesmo, sabendo que as crianças de hoje em dia não são tão impressionáveis (ou idiotas mesmo) como as crianças do meu tempo, que ao invés de simplesmente re-exibir a série, ela foi refeita para o novo milênio. Ok, o que não é hoje em dia?

Mas vamos direto ao ponto.

Logo de cara, conhecemos aquelas pessoas aleatórias, que com a chegada dos Visitantes, terão suas vidas conectadas e modificadas totalmente.

Erica Evans é a protagonista, vivida por Elizabeth Mitchel, a Juliet de Lost, uma agente do FBI. Ela investiga organizações terroristas com seu parceiro Dale. Pra cair no clichê que não pode faltar, ela acaba sendo muito ausente para seu filho Tyler, por causa da dedicação ao trabalho.
Em outro ponto conhecemos o padre Jack (por que toda série tem que ter um Jack??), um homem de fé que se sente triste por ver que seu rebanho está cada vez menor. Rebanho eu me refiro aos fiéis, ele não cuida de ovelhas não. Pra quem assistiu 4400, ele é interpretado pelo Joel Gretsch, mais conhecido como agente Tom Baldwin.


Preparando-se para pedir sua namorada, Valerie, em casamento, o misterioso Ryan começa a receber ligações de alguém de seu passado que aparentemente quer que ele volte à luta.
E o repórter Chad Decker é um aspirante a grande astro do jornalismo. E aparentemente sua grande chance está para chegar.

A vida de todos esses personagens muda completamente, assim como a de todo o planeta, quando um grande terremoto e oscilações eletromagnéticas precedem à chegada de inúmeras (eu costumo sim usar “inúmeras” quando estou na duvida se são dezenas, centenas ou milhares) de espaçonaves surgem nos céus das maiores cidades do planeta.


Obviamente todo mundo segura forte para não deixar o c* cair da bunda, até que abaixo delas, voltado para a população, à imagem da gostosinha Morena Baccarin aparece em telões formados por varias telinhas, tipo as do Faustão, só que mais legais, se apresentando como Anna, a líder dos Visitantes, e alega que eles vêm em para dividir sua tecnologia e conhecimento, em paz. Sempre.


Realmente a tecnologia que eles carregam é impressionante, e rapidamente o povo da Terra começa a se dividir entre os que querem abraçar os Visitantes e os que suspeitam das intenções dos mesmos.

Entre os que suspeitam estão principalmente (na trama) Erica e Jack. Já Taylor abraça a causa da mudança, mesmo contra a vontade da mãe.

Logo no primeiro episodio tudo acontece muito rápido, semanas se passam. A igreja do padre Jack está sempre lotada e a população se mostra dividida entre os esperançosos e confusos. Quando não, ambos.
Ryan tenta evitar a todo o custo o homem que busca por ele, e só quer levar sua vida com sua noiva.

Mas numa fatídica noite, Erica e seu parceiro pretendem dar uma batida num local que pode ser uma reunião de terroristas. O que ela encontra, no entanto não é nada disso.
Padre Jack ajuda um homem moribundo que lhe entrega um pacote e um endereço.
O mesmo endereço que Erica investiga.

E naquela noite ambos, alem de mais um grupo de pessoas, escolhidas no boca a boca, descobrem que aquilo na verdade é uma tentativa de formar uma resistência a invasão. A verdade é que os Vs, de fato são invasores, e estão há anos entre nós. Eles clonam carne humana sobre sua pele real, reptiliana, e tem planos nada agradáveis para nós terráqueos.

A partir daqui não tenho como evitar os spoilers, então leia sob sua própria conta e risco.


A maior parte da resistência é assassinada por um aparelho dos Vs. Erica e Jack conseguem escapar, não sem antes a agente descobrir que Dale era um V infiltrado, há anos. E logo eles descobrem que os alienígenas estão controlando praticamente tudo.

Enquanto isso Ryan se revela um V também, porem um traidor. Um desertor que vive entre os humanos e que quer lutar ele mesmo contra a invasão.
Ele tenta reunir alguns outros desertores V, na maior parte das vezes sem sucesso.
Enquanto isso, Chad, o repórter, se torna a voz popular de Anna e dos Visitantes. Mesmo que em alguns momentos ele tenha que engolir certas perguntas ou comentários que possam comprometê-los, e com isso, acabar com a as mamatas de exclusividade nas declarações da lider para a televisão.


Erica e Jack passam a investigar o homem que os reuniu, para tentar criar um novo foco de resistência, enquanto disfarçam tocando suas vidas como se nada houvesse acontecido. Erica é encarregada inclusive de ajudar na segurança dos Visitantes no dia da instalação de sua embaixada e na negociação dos vistos para livre acesso ao território americano que os mesmos ganham.
Mas de tão compenetrada nessa nova investigação, ela sequer nota que seu filho já se aliou aos inimigos, acreditando que eles são a salvação da Terra. Isso somado ao comichão que ele sente no periquito toda vez que vê Lisa, filha de Anna, uma alienzinha muito da boazudinha vivida pela gatinha Laura Vandervoot, a Supergirl de Smallixo.


Bem, minha avaliação sobre esse samba do alienígena doido.

Achei muito bom. Muito mesmo.
Algumas coisas são meio trash, mas aparentemente trash de propósito.
E a forma como a invasão vai se formando? Fueda. Tudo que Invasão Secreta queria ser e não foi.

Anna conquista a população com promessas de salvação. E, em um planeta no estado em que o nosso está, é lógico que a maioria da população se iluda por esse tipo de promessa, de redenção, vinda dos céus.

Cada personagem parece ter seu papel fundamental no que tange a série, com exceção do padre Jack. A idéia do escolher entre ser padre e soldado não convenceu.

O personagem Ryan surge como o módafócka da historia, e ele tenta reerguer um grupo chamado Quinta Coluna, que possui membros até mesmo entre a tripulação da nave da líder.


O romancezinho de Lisa e Taylor era aquela coisa chatinha pra burro, até o momento em que aparentemente descobrimos que tem mais intenções por trás da etezinha do que esperávamos.
Alias a proximidade da filha de Anna com o filho de Erica dá uma nova perspectiva sobre o clichê Romeu & Julieta e amor proibido. Aqui, pelo menos é o que parece, a mãe do garoto tem todos os motivos para não o querer com ela. Não temos o amorzinho adolescente bandido, proibido pelos pais irredutíveis. Tudo indica que o futuro disso só pode ser através de tragédia e morte.

Valerie também aparentemente há de se aproximar dos Vs, devido a seu problema cardíaco que, pelo menos é o que anunciam, pode ser curado. A personagem, apesar de ser do núcleo central, apareceu muito pouco nos 4 episódios exibidos, então difícil falar dela.
E Chad, que também tem um papel um tanto reduzido nos primeiros episódios, começa a se sentir incomodado pela forma que é usado pelos Visitantes. Sua carreira alcança níveis altíssimos, mas ele se sente mal por estar comprometer sua credibilidade ao se fazer de joguete.

Mas o melhor de tudo é sem duvida Anna, e seu povo. Cada plano dela se mostra brilhante, engenhoso, um passo a frente de todos. Ela usa de artifícios inteligentíssimos para se tornar cada vez mais popular e aceita. Acho muito f o d a a forma como ela manipula a humanidade usando suas próprias idiossincrasias.


Os primeiros episódios de V deixam um cliffhanger impressionante e angustiante. Um bebe esta para vir para Ryan e Valerie – algo hibrido.
E centenas de milhares de naves rumam para o nosso Planeta.

É isso aí, galera, recomendo muito V!
Mais que isso, só o Grande Dragão do Morro do Alemão!

Abraços a todos e até o próximo episódio.

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