As maravilhosas mulheres das séries – Xena

Dando continuidade à série de posts sobre essas mulheres incríveis das séries de TV, vamos agora para aquela que roubou os holofotes do filho de Zeus.

Xena

Lá no longínquo ano de 1995 estreava na televisão a série do Hércules, vivido por Kevin Sorbo (e se você ainda é um pequeno infante, é o pai do Mon-El de Supergirl).  Acontece que no episódio número 9 da série, The Warrior Princess, uma guerreira surge como vilã para enfrentar o semideus. Xena, vivida por Lucy Lawless. A personagem retornou em mais dois episódios, o penúltimo e último da temporada, The Gauntlet e Unchained Heart. Nesse final de temporada, Xena muda de lado e se alia ao Hécules. Acontece que os planos iniciais eram que ela morresse para se redimir nessa sua terceira participação. Mas o sucesso da personagem foi tanto que, não só ela sobreviveu, como ganhou sua própria série logo em seguida.

E o sucesso da nova série logo superou a de sua série-mãe, Hércules. Tanto que Kevin Sorbo não ficou muito feliz com o spin-off. Ele não aceitava que Xena, uma humana, fosse tão fodona quanto o Hércules, um semideus.

A princesa guerreira era filha de uma taberneira com um guerreiro, e possuía dois irmãos. Quando ainda era pequena, seu pai chegou da guerra dizendo que precisava sacrificar Xena para agradar Ares. Mas para evitar isso, a mãe da heroína acabou matando o próprio marido. Anos depois, durante uma invasão a sua vila, Xena e seu irmão Lyceus lideraram a defesa de seu povo, mas Lyceus morreu em batalha, deixando a irmã em fúria. Xena deixou sua aldeia ainda adolescente e virou uma assassina a serviço de Ares, mas por influência de Hercules, ela passou a ajudar as pessoas, sempre ao lado de sua fiel escudeira Gabrielle.

As aventuras de Xena rodaram o mundo, não se restringindo apenas à mitologia grega. Roma, China, Japão, Sibéria, entre outros lugares do planeta, serviram de cenário para sua histórias, fazendo com que a guerreira encontrasse desde personagens históricos como Júlio César até deuses de outras culturas como Odin e Krishna.

Xena não só foi revolucionária ao mostrar uma mulher como uma guerreira implacável, como também por deixar implícita a bissexualidade da personagem, em um relacionamento amoroso subentendido com Gabrielle.

A série durou 6 temporadas, e definitivamente, marcou Xena como um dos personagens mais poderosos das séries de televisão.

Ouça o podcast Uarévaa sobre o filme da Mulher Maravilha

Rumores vem e vão sobre uma nova versão da série da guerreira, o que não é de se impressionar: a popularidade de Xena rompeu o tempo e não ficou perdida lá nos anos 90, ainda vivendo no imaginário do público e despertando o interesse no mundo todo.

Designer gráfico por vocação, publicitário por formação, filósofo por piração.